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P

  Significado
Pá de neve Pequena pá de alta resistência e de peso reduzido, indispensável como equipamento de segurança em zonas de alta montanha onde possam ocorrer avalanchas. Permitem acelerar todo o processo de escavação que é necessário efectuar para retirar uma vítima que se encontre debaixo do manto de neve. É igualmente útil para efectuar abrigos na neve previamente previstos, ou como recurso em dias de tempestade.
PANGEA O super-continente que existiu à mais de 250 milhões, e do qual resultou a formação dos actuais continentes.
Paralelo Os paralelos determinam a latitude de um ponto ou seja, a distância do arco existente entre o paralelo de origem (Equador) e o paralelo, que passa por esse ponto.
"Parede" Outra designação para EAE, muito utilizada pelo público em geral e instituições.
Parka Tipo de blusão com algumas características técnicas, indicado para uma adequada protecção do corpo contra os agentes climatéricos. Os modelos com películas de impermeabilização e transpiração são particularmente versáteis em ambientes de montanha.
Passa-montanhas Tipo de gorro que envolve toda a cara. Muito indicado para zonas, ou períodos de frio extremo.
"Passo chave" Movimento ou breve sequência de movimentos de máxima dificuldade de uma via. O grau de uma via, é definida segundo a sua dificuldade máxima existente na mesma, ou seja o "passo chave".
"Passo de Bloco" Expressão para designar um movimento de grande dificuldade em escalada livre, em qualquer uma das disciplinas da escalada.
"Passo de Ombro" A impossibilidade de alcançar uma determinada presa para iniciar ou continuar a escalada, exigia que o escalador se elevasse para cima dos ombros do seu companheiro, por forma a alcançar a presa acima desejada. Procedimento utilizado apenas nos primórdios da escalada.
Pedal Elemento indispensável para subir por codas fixas em conjunto com um ou mais bloqueadores. É constituído por uma fita, geralmente regulável, tendo a sua base uma largura tal, que permite introduzir rápida e confortavelmente um ou ambos os pés.
Pedestrianismo O desporto dos que andam a pé. O pedestrianismo apenas deve ser entendido, quando se realiza ao longo de percursos pedestres balizados.
Pele de foca Tira artificial, outrora natural, colocada na base dos Esquis para permitir a subida por uma pendente de neve, impedindo o deslize dos esquis no sentido descendente. Muito utilizado em Esqui de Travessia.
Pêndulo Manobra técnica para alcançar um determinado ponto, presa, linha da escalada, ou reunião que se encontra afastado da vertical do ponto onde a corda se está unida. O escalador, pendurado na corda que se encontra em top rope, realiza movimentos laterais para ganhar impulso procurando desta forma alcançar o ponto pretendido. Esta palavra é igualmente utilizada para definir um pêndulo que possa ocorrer durante uma queda, quando o primeiro de cordada se encontra lateralmente afastado da última protecção colocada, ou quando o segundo de cordada, se encontra afastado da vertical de onde a corda se encontra unida no topo. Ambas as situações podem tornar-se perigosas.
Percurso Pedestre "Estrutura" que caracteriza o meio de prática do Pedestrianismo. Os Percursos Pedestres, são definidos após um levantamento exaustivo, avaliado segundo uma vertente, natural, paisagística, cultural, patrimonial, etnográfica, sendo posteriormente "balizados" através de um pequeno conjunto de símbolos (colocados em elementos naturais ou criados para tal) que orientam o pedestrianista ao longo de todo o percurso, tendo sempre em consideração, que o seu utilizador não necessite recorrer a outros métodos para se orientar (carta topográfica, bússola, GPS). Paralelamente e sempre no final do trabalho de campo e pesquisa, é normalmente um elaborado pequeno folheto, com um croqui do percurso e suas características, bem como com informações úteis sobre a área em que se desenrola, e com as suas particularidades, históricas, naturais, etc. Os PP podem ser nacionais de Pequena Rota PR) - Grande Rota (GR) ou cruzar outros países, GR.E.
Perdur Tratamento que permite prolongar a vida de uma corda.
Perigo Possibilidade de que ocorra um acidente.
Perigos objectivos Perigos inerentes a zonas e ambientes de montanha (avalanchas, queda de pedras, raios, nevoeiro, temperaturas extremas, ar rarefeito etc.).
Período de Observação Tempo destinado à observação de uma via de escalada, por parte dos participantes a uma competição desta modalidade. Este é estipulado pela mesa de júri, e normalmente não ultrapassa os 5 minutos.
Perigos subjectivos Perigos resultantes do comportamento humano, falta de preparação física, técnica (formação), psicológica, de experiência, de bom senso, de confiança, ou o seu excesso, etc...
Perlon Fibra sintética derivada do Nylon.
Perno Protecção de rocha muito utilizada em escalada desportiva, devido aos seu baixo custo, associado a umas boas prestações de resistência e "simplicidade" de colocação.
Pernoitar Passar a noite. Em montanha a tenda e o refúgio são os meios mais utilizados para pernoitar.
Pés de gato Calçado técnico destinado à escalada em rocha ou EAE. Também são conhecidas por botas de escalada, apesar de aparentemente ser mais correcto denominar-se de sapatilhas de escalada, pois são mais parecidas a este tipo de calçado, do que na realidade a umas botas.
Petate Expressão em Espanhol para definir um grande saco de fibra sintética de alta resistência, concebido para transportar material e viveres ao longo de uma escalada de Big Wall.
"PI" Expressão utilizada na escalada pelo escalador, para que o assegurador recupere corda.
Pico Nome dado a uma montanha de cume pontiagudo, (Ex: Pico Ruivo - ilha da Madeira).
"Pincete" Presa que se agarra em pinça, geralmente vertical, ou seja, com os dedos e o polegar a exercerem uma força em sentido contrário.
Piolet Nome em Francês para uma pequena picareta, destinada a auxiliar a progressão e segurança do alpinista/escalador sobre pendentes de neve, ou gelo. Existem duas grandes categorias de piolets, os de Marcha, e os Técnicos. Os primeiros indicados para ascensões de pendentes suaves, os segundos com uma variedade e especificidade de características são indicados para escalada de pendentes bastante pronunciados e para a escalada de cascatas, ou seja em planos verticais.
Piolet de Ouro Destinação da FEDME atribuída às melhores realizações Alpinisticas do ano ou da temporada.
Pirâmide de Carstenz A mais alta montanha da Oceânia, 5029m.(Um dos projectos alpinísticos nos sete continentes).
Pirineismo Realizar montanhismo ou alpinismo na cordilheira entre Espanha e França, ou seja nos Pirinéus. Expressão apenas utilizada na vizinha Espanha.
Piton Pequena peça metálica que se introduz a martelo numa fenda, para permitir criar um ponto de união da corda à rocha, através de um mosquetão. Existem vários tamanhos e formas de pitons, sendo utilizados na escalada clássica e artificial.
Piton de gelo Piton em forma de tubo com rosca na sua periferia, destinado a ser introduzido no gelo, ou neve rija, por forma a criar um ponto de segurança.
Placa Geralmente na escalada denomina-se de placa, a uma face rochosa de relevo uniforme com pouca inclinação vertical, onde se aplica a escalada de aderência.
Placa tectónica Uma das sete principais placas em que está dividida a litosfera. Cada uma destas placas pode atingir uma espessura de 100Km ou mais nas áreas continentais. As placas tectónicas estão em constante movimento, em resultado das correntes de convecção do magma do manto.
Plaqueta Pequeno anel de metal que se une a uma protecção fixa, (perno) permitindo a união do mosquetão para que se possa unir a corda ou outra qualquer segurança.
Planalto Forma de relevo com altitudes superiores a 200m, em relação à área circundante e com o topo aplanado, muitas vezes rodeada por vertentes íngremes, vales encaixados.
Planície Forma de relevo com altitudes médias inferiores a 300m, geralmente extensa e relativamente plana, com suaves ondulações.
Plataforma Zona de consideráveis dimensões, em montanha ou grande parede, onde é possível instalar uma tenda, ou garantir algum "conforto de movimentação" aos alpinistas ou escaladores.
Podómetro Pequeno aparelho digital que se coloca à cintura e que permite medir, através do número de passos, a distância percorrida pelo seu portador. Alguns modelos avaliam igualmente a queima de calorias.
Pof Resina natural para secar as mãos, como alternativa ao magnésio.
Polaina Peça de equipamento utilizada exteriormente entre as botas e parte inferior da perna. Destina-se a evitar a entrada de neve, ou terra. Muito útil entre excursionistas e trekkers, Alpinistas no período de Inverno e inclusive, de primavera e verão, na montanha, quando existe a necessidade de passar sobre pequenos áreas de neve "mole".
Polartec Criado nos anos 80 e melhorado até aos dias de hoje, o polartec é a fibra polar mais conhecida. Esta fibra é especialmente concebida para reter o calor corporal, através da segunda camada. Apenas em 1991 se designou de Polartec. A densidade Polartec 300 é a procurada.
Poliéster A semelhança com do Nylon, é uma da fibras mais utilizadas na maioria do material e equipamento de montanha, (tendas, mochilas cordas, etc.)
Poliplasto Designação em Espanhol, para um sistema de elevação de pessoas por corda , muito utilizado em acções de salvamento em paredes. Cordas semi-estáticas, bloqueadores, roldanas, cordas auxiliares, são elementos indispensáveis para a elaboração de um poliplasto. O principio, é realizar um processo de elevação, com o mínimo de esforço.
Polo geográfico Pontos de intersecção entre a superfície e o eixo de rotação (linha imaginária em redor da qual a terra gira). Os Pólos geográficos correspondem aos pólos "Norte" e "Sul".
Polo geomagnético Ponto em que o eixo do campo magnético da terra intersecta a superfície da terrestre. Este eixo forma um ângulo de 11º com o eixo de rotação, pelo qual os pólos geomagnéticos não coincidem com os pólos geográficos. Actualmente o pólo norte geomagnético situa-se a 79ºN e 110ºw e o pólo Sul Geomagnético a 79ºS e 110º E.
Polo Norte Ponto situado nas zonas gelada do Árctico, na extremidade do eixo de rotação da terra.
Polo Sul Ponto na extremidade sul do eixo da terra, também designado de Antárctica.
Poncho Capa de formato rectangular, com uma abertura no meio, para introduzir a cabeça. Vestimenta em têxtil muito utilizada na América sul, pelo Gauchos (camponeses), Norte da Argentina, Uruguay, e algumas partes do Brasil. Em Portugal e Espanha esta vestimenta também é usada. Para actividades na natureza, os ponchos são utilizados como capas impermeáveis para a chuva, estes podem cobrir apenas o corpo, ou envolver também a mochila.
"Ponte de rocha" Peculiar formação de rocha provocada pelos agentes erosivos, em que dois orifícios, de maior ou menor dimensão, se conjugam no seu interior, permitindo colocar uma fita para criar um ponto intermédio de segurança, ou para elaborar uma reunião. È possível encontrar este tipo de formação em muitas vias de vários largos. Qualquer ponte de rocha mais estreita que um punho, não deve ser considerada muito segura; mas pelo menos contribuirá para aumentar a segurança.
Ponte Himalaia Ponte de corda que utiliza 3 cordas, em disposição em forma de V, para que seja possível atravessá-la em pé. Uma mão em cada corrimão, e os pés na corda central que se encontra ao nível das extremidades inferiores, os pés. É possível encontrar este tipo de instalação nas regiões dos Himalaias, pois é de extrema utilidade para transpor rios. No ocidente é muito utilizada para elaborar circuitos de obstáculos de cordas em actividades de ar livre, mas não só.
"Ponto de referência" Relevo natural ou objecto artificial, destacado no terreno (bloco de rocha, árvore isolada, casa, etc., utilizado para servir como referência na orientação.
Ponto de segurança Ponto artificial ou natural, "fiável", a que é possível unir material para colocar a corda. Os pontos de segurança na escalada, podem já estar previamente colocados, (pernos, rings) ou ser necessário coloca-los ao longo da subida (pontos de segurança intermédios e/ou colocados no seu final, reuniões).
"Ponto Morto" Principio aplicado em escalada em que se aproveita um momento em que o corpo está parado (sem subir ou descer, Ponto Morto) durante fracções de segundo, após um movimento de impulso para cima (dinâmico). Neste instante, Ponto Morto, é possível agarrar com um maior sucesso uma presa. Técnica muito utilizado em vias de dificuldade, quando a presa se encontra muito afastada para conseguir alcança-la num movimento estático, ou quando em estático, o movimento é muito desgastante. Princípio desenvolvido por (Gullich / Kuben 1986).
"Ponto Rosa" Escalar à frente, já com as expresses colocadas na rocha ou EAE.
Pontos cardeais Principais rumos da rosa do Ventos, que permitem uma orientação básica, Norte, Sul, Este e Oeste.
Potalizador mecânico Mecanismo portátil (sistema de bombagem manual) para purificar água, muito utilizado por trekkers e alpinistas. Deve ser considerado um equipamento de extrema importância, particularmente em trekkings e expedições a zonas inóspitas ou em países subdesenvolvidos, onde a proximidade de meios hospitalares são reduzidos e o nível elevado de doenças infecciosas são uma realidade, (cólera, disenteria, febre tifóide, hepatite A, etc..) Existem igualmente pastilhas e soluções purificadores de água também utilizados devido ao seu baixo peso e volume. Denominam-se purificadores químicos; note-se que todos os processo utilizados isoladamente, poderão não eliminar todos os agentes patogénicos, sendo necessário conhecer as características de cada um.
Portamaterial Fita, cordeleta, ou peça concebida para o efeito, utilizado à tiracolo (à volta do tronco), destinado a transportar material, mosquetões soltos, expresses, jogos de friends, entaladores, pitons, ou outros manterias, que poderão ser necessários para realizar vias de vários largos, especialmente de Big Wall. Indispensável para levar o material para realizar todos os largos da via, e/ou descongestionar o peso do material no arnês.
PR Pequena Rota. Percursos Pedestres que possuem uma extensão inferior a 30Km, sendo particularmente destinados ao conhecimento especifico de uma zona. Normalmente são definidos em circuito, permitindo ao pedestrianista regressar ao ponto de partida onde toma o transporte de regresso a casa.
Precipitação Queda de água resultante da condensação do vapor de água existente na atmosfera. A precipitação pode dar-se sob a forma liquida (chuva ou pluviosidade) ou sólida (neve, granizo, saraiva). Para que possa ocorrer precipitação, é necessário que haja uma subida do ar, para que este arrefeça e se possa dar a condensação.
Presa Saliência a que um escalador se agarra, ou apoia. Em rocha qualquer relevo natural é uma presa, em EAE, apenas as saliências (presas) e relevos artificiais podem ser considerados presas. As plaquetas não são presas!.
Pressão Atmosférica É o peso por unidade de superfície, que exerce uma coluna de ar, que vai desde um determinado ponto até ao limite da atmosfera. Os movimentos verticais modificam, aumentando ou diminuindo o valor da pressão estática, referida. Assim sendo, a pressão atmosférica diminui com a altitude.
Primeiro de cordada Escalador que escala à frente, ou seja, progride colocando a corda nas protecções intermédias de segurança ao longo da via. Este estilo de escalada, é mais exigente psicologicamente que a escalada como segundo de cordada, considerando que o risco de sofrer lesões
em resultado de uma queda, é maior.
Program System Modelo de opção para corda simples, que "canaliza" características técnicas especificas para determinadas zonas da corda, baseada na avaliação prática das solicitação dessas zonas durante uma escalada. O aperto do entrançado das fibras define as características. Nas extremidades 1,5m de corda é bastante maleável para facilitar o encordoamento, nos 4 metros seguintes a corda é mais rígida para garantir uma melhor resistência, e desgaste à abrasão, pois são as zonas que mais sofrem em toda a corda, devido a suportarem o reenvio das forças na expresse numa queda à frente; toda a restante corda é mais "suave", para permitir uma melhor maneabilidade. Este modelo é uma patente exclusiva de uma conceituada marca Francesa de cordas para Alpinismo e escalada.
Protecção Ponto de união de segurança colocado na rocha, gelo ou EAE. Estes podem ser fixos, móveis ou naturais, consoante a disciplina da escalada ou meio onde esta se desenrola.
Protecção natural Utilizar como ponto de segurança intermédio ou final (reunião), uma ponte de rocha, rocha entalada numa fenda, promontório, árvore. As vias clássicas e de Aventura, possuem normalmente protecções naturais.
"Proteger" Na gíria da escalada, significa colocar a corda num ponto de segurança, geralmente intermédio, ou seja numa expresse.
Prumos Constituintes de uma tenda destinados a dar lhe a forma e estabilidade. O alumínio é dos melhores materiais para esta peça de material.

 

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02-10-2003 17:13:23