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C

  Significado
CAAL Clube de Actividades de Ar Livre. Clube de Montanhismo e actividades na natureza sedeado na região de Lisboa (Parque do Calhau - Monsanto). É grupo especialmente activo, organizando muitas saídas para os seus associados. Produz regularmente um folheto com o calendário das suas actividades.
Cadernal Roldana dupla, muito utilizada na descida por slide.
Cairn Termo castelhano para definir o promontório de pedras destinado a sinalizar percursos e trilhos em média e alta montanha. Também são conhecidos por Hitos.
Cãibra Espasmo involuntário e muito doloroso de um músculo.
Calcário Rocha de origem sedimentar, constituída principalmente por carbonato de cálcio. Classificam-se geralmente segundo a sua origem, (detríticas, orgânicas ou biogênicas e químicas).
Cam(s) Peça instalada sobre um eixo, que num mecanismo, transforma o movimento de rotação em movimento de vaivém. O friend é constituído de quatro ou três Cams, em forma de meia-lua fabricados em metal muito leve e resistente.
Camalot O mais versátil modelo de "Friend". Tendo um duplo eixo garantem uma maior adaptabilidade às mais variadas fendas, podendo tornar-se igualmente em última instância, num entalador passivo. É um modelo com um comportamento bastante estável sendo consequentemente mais seguro. Devido às suas especificidades é conhecido entre escaladores e alpinistas como Camalot, apesar das semelhanças com os Friends originais.
Câmara Hiperbárica Portátil Saco de nylon estanque com sistema de fecho, que permite a introdução no seu interior de uma pessoa mantendo sempre as suas características estanques. O seu objectivo é criar um ambiente artificial para simular um aumento de pressão, para o tratamento de casos graves de MAM. A pressão no seu interior deve manter-se acima da existente na atmosfera. Este funciona com a introdução de ar no compartimento através de uma bomba, e regulado através de um manómetro.
Camel-back Recipiente em forma de saco com um pequeno tubo, destinado à colocação de líquidos. É normalmente utilizado em pequenas mochilas para as costas (camel-back), ficando apenas o tubo de fora para uma fácil sucção. A sua utilização é de extrema funcionalidade em desportos em que é necessário realizar uma hidratação ao longo de toda a actividade física, particularmente em desportos de outdoor. O utilizador socorre-se facilmente do tubo para ingerir a água necessária sem perder tempo de parar e retirar o recipiente. É um excelente auxiliar na prevenção de estados de desidratação.
"Camisa" Estrutura externa de uma corda dinâmica, semi-estática ou estática. Tem por principal função proteger o seu interior, a alma, de agressões mecânicas e poeiras. Geralmente em relação às cordas dinâmicas, se o número de filamentos de "bobines" aumenta na camisa, esta reduz a sua espessura, aumenta a proporção da alma, melhora o seu dinamismo, bem como a sensação ao toque. Pelo contrário a sua resistência à abrasão diminui.
Camisa térmica Primeira "capa" interna de roupa (próxima da pele), destinada a transportar mais eficazmente a transpiração para as capas de roupa exteriores. Este tipo de vestuário técnico, é bastante indicado para actividades intensas como o Alpinismo, onde existem grandes mudanças de temperaturas durante os períodos de actividade vs. inactividade e de inclemência climatérica.
Campo Base Principal zona de acampamento de uma expedição. É neste campo, nas proximidades da montanha, que se situa toda a logística necessária para o bom desenrolar da expedição como seja, o fornecimento da alimentação, cuidados médicos, comunicações, transporte de carga. Na impossibilidade de este poder estar nas proximidades da montanha, estabelece-se um acampamento base avançado mais junto à montanha mas de menores dimensões. Designa-se também de acampamento base avançado.
"Campo 4" Famosa zona para acampar no vale de Yosemite EUA, Califórnia, junto ao imponente maciço de granito El Capitan. Este mítico local começou-se a estabelecer a partir dos anos 50.
Campus board Painel de treino, indicado para treinar força explosiva nos membros superiores. Deve estar suspenso ( aproximadamente ao mesmo nível de um mastergrip, ou barra de tracções) apenas com uma pequena inclinação para além da vertical. Possui em todo o seu comprimento, uma sequência ascendente de presas em "reglete" (até à segunda falange). Realizar subidas e descidas em movimentos dinâmicos com as duas mãos é o principal exercício a efectuar. A sua utilização apenas é indicada para escaladores de um nível considerável e após um bom aquecimento, principalmente dos dedos e antebraços.
"Canadiana" Clássica tenda em forma de A, muito utilizada nos primórdios das actividades de ar livre. Actualmente, está em "extinção", pois existem modelos mais leves e funcionais como por exemplo de forma geodésica, tipo iglú.
Cânhamo Fibra têxtil utilizada no inicio do alpinismo para a construção cordas. Já desde há muitas décadas foi substituída por materiais com melhores prestações de resistência e dinamismo como os constituintes derivados do Nylon.
Canyoning Palavra derivada do francês, que define a descida de desfiladeiros e gargantas dos rios, com recurso a material de segurança semelhante ao utilizado em espeleologia e escalada (cordas, mosquetões, arnês). Normalmente esta modalidade é efectuada nas "proximidades" de zonas de nascentes de montanha. O facto de ser igualmente necessário utilizar factos térmicos para proteger da temperatura baixa da água e da temperatura ambiente destas zonas sombrias, é uma das modalidades onde existem uma maior número vítimas por estados de hipotermia. Os Espanhóis chamem-lhe descida de Barrancos. Em Português também se utiliza o termo Descida de Cascatas.
Capacete Peça do equipamento de protecção individual, muito recomendado para a grande maioria das actividades técnicas de montanha, como a escalada, alpinismo, canyoning. Infelizmente na escalada, são poucos os escaladores que o utilizam. Para além de proteger a cabeça de possíveis impactos de pedras e material, contribui significativamente para reduzir a ocorrência de traumatismos cranianos, por impacto directo com a rocha, durante ou no final de uma queda, geralmente descontrolada, invertida.
Carregador Aquele que carrega. Estas pessoas são um elemento chave nas aproximações das expedições de Alpinistas aos campos base das montanhas . Os Sherpas são os carregadores da região dos Himalaias. Qualquer expedição não conseguiria colocar a logística necessária no campo base tão necessário para o sucesso da ascensão, se não existisse este trabalho meritório e esforçado destes elementos.
Cársico Relevo rochoso característico de determinadas áreas de terreno calcário. São o resultado dos agentes erosivos, particularmente da água, formando cortes, grutas, fendas em largas áreas. São o terreno ideal para a prática da espeleologia. A região do Karst na Eslovénia, é um das principais zonas onde este fenómeno é possível de se observar em todo o seu esplendor.
Cartas sinópticas Cartas que caracterizam o estado da atmosfera.
Cartografia Faceta que estuda e elabora a confecção de mapas e cartas das mais variadas características.
CAS Clube Alpino Suiço.
CE Conforme Exigência - Identifica que o produto (não apenas de montanha) cumpre com a directiva ou directivas comunitárias no continente Europeu.
CEN Comité Europeu de Normalização. Organismo europeu que estabelece os valores mínimos para que uma determinada peça de material ou equipamento possa ser comercializado na União Europeia.ear um movimento devido a uma exigência técnica, física ou também psicológica.
Cenozóico Considerada a era da formação das montanhas.
Centro de baixa pressão/depressão Uma área de pressão relativamente baixa, normalmente associada à circulação de ciclones.
Chaminé, técnica de Técnica de entalamento total do corpo numa fenda de rocha. Técnica em X para fendas largas, (um pé e uma não em cada lado da parede) técnica em K para fendas mais estreitas, aqui os pés e as mãos alternam o contacto com ambas as faces da parede, auxiliados pelas costas que estão igualmente em permanente contacto com apenas um lado da parede.
Chomolungma Nome em Tibetano para Everest. Significa "a deusa mãe".
Chamonix Situada num vale dos Alpes Franceses, Chamonix é considerada a cidade berço do Alpinismo, situando-se aproximadamente a mais de 1000m altitude.
Chorten Monumento destinado à oração em forma de torre, muito comum na região dos Himalaias. Presume-se que aqui são colocadas as cinzas dos lamas e segundo a tradição é necessário contornar este monumento pelo lado esquerdo, como sinal de respeito.
Ciclo das rochas Ciclo ao largo do qual se criam, modificam e destoem as rochas, como resultado dos processos físicos, químicos no interior da terra ou sobre a sua superfície.
CIMO Clube Ibérico de Montanhismo e Orientação. Sedeado na cidade de Almada, é um dos clubes mais activos em actividades na natureza, particularmente na criação de percursos pedestres. Possui uma página na Internet com as suas actividades em www.cimoiberico.pt
Circlehead Com um cabo em circulo, este tipo de protecção com cabeças deformáveis de alumínio, deriva dos Coperheads, estando especialmente indicados para fendas horizontais.
"Circo" Zona rodeada de montanhas a sua volta. Circo de Gredos em Espanha é uma das zonas mais representativas desta característica do relevo de montanha.
CISA Comissão Internacional de Socorro Alpino.
Clinómetro Aparelho para medição de ângulos verticais. É utilizado na medição de pendentes em graus, ou para saber se as montanhas circundantes se encontram a uma altura mais baixa ou elevada.
CMA Clube de Montanhismo da Arrábida.
CMF Clube de Montanha do Funchal.
CMG Clube de Montanhismo da Guarda. Grupo onde o Alpinista Português João Garcia se iniciou na prática do Alpinismo e Escalada.
CNM Clube Nacional de Montanhismo. A secção do Porto, foi e é um dos primeiros grupos nacionais mais activos tendo sido um dos responsáveis pelo desenvolvimento do montanhismo em Portugal.
Colina Elevação com uma altitude inferior a 300m.
Compact Process Processo de fabricação de uma corda em que o entrançado realizado das fibras, permite que exista uma simbiose entre a movimentação da camisa e a alma. Isto é: a camisa e a alma trabalham uniformemente, não existindo deslizes e "desapego" entre ambas. Esta característica permite, segundo o seu fabricante, reduzir a força de choque, aumentar o número de quedas até à ruptura, conservar por muito mais tempo as suas características dinâmicas e conceber cordas mais leves e manejáveis. Processo Compacto, tradução literal para a língua Portuguesa.
Compeed Uma das mais utilizadas marcas de pensos para a prevenção de bolhas em calçado. Estes pensos devem integrar qualquer estojo de primeiros socorros em actividades de marcha, especialmente se a pessoa ou grupo de pessoas é/são nova(s) nestas andanças. Atenção redobrada com crianças e jovens.
Competição de Escalada de Dificuldade à Vista Competição realizada em EAE, em que o escalador progride em livre desde o solo como primeiro de cordada (escalar à frente), mosquetonando sucessivamente as expresses (pontos intermédios de segurança), previamente colocadas pela organização, utilizando apenas para progredir as presas existentes e autorizadas para tal. A altura alcançada (primeira forma de selecção) e o tempo, (segunda forma de selecção, se necessário) determina a classificação do competidor. Em caso de secções transversais (deslocações horizontais) é calculada a distância ao longo do eixo vertical da via. O escalador não pode cair nenhuma vez, nem agarrar-se a qualquer ponto artificial que não sejam as presas indicadas. A escalada à vista, determina que o escalador não pode conhecer previamente a sequência da via nem observar a escalada de qualquer outro competidor. Pode sim realizar a via depois de um período autorizado e limitado para a sua observação, não podendo depois disso ter qualquer tipo de visualização ou informação da via para além do período que lhe foi estipulado. Modalidade mais vulgarizada em competições.
Competição de Escalada de Dificuldade de Boulder Competição de escalada em EAE, que consiste na subida de pequenas vias (4, 5m) de grande dificuldade, sem ser utilizado para tal qualquer equipamento técnico de segurança, como corda, arnês e expresses. Apenas se utiliza o equipamento desportivo, pés de gato e saco com carbonato de magnésio. Para garantir algum nível de segurança, no solo devem existir colchões de queda.
Competição de Escalada de Dificuldade Ensaiada As características são as mesmas que na escalada de dificuldade à vista, no entanto a prestação da prova ocorre depois de o competidor ter tido um período de autorizado e limitado de observação e ensaio da via. Tipo de competição actualmente ainda não utilizada em Portugal.
Competição de Escalada de Velocidade Competição realizada em EAE, em que o escalador realiza a subida com segurança em top rope, método molinete. O objectivo é alcançar o topo da via no mais curto lapso de tempo possível. Não é permitido ao escalador cair nenhuma vez nem auxiliar-se em qualquer ponto artificial que não sejam as presas indicadas para tal. Estas podem decorrer individualmente ou aos pares. Este último método é o mais espectacular. Em Portugal este tipo de competição ainda não está vulgarizado.
Compromisso "Aceitar" que a via a realizar possui riscos consideráveis para a integridade do escalador ou alpinista e mesmo assim realiza-la. "Aceitar" o compromisso/risco e todas as possíveis consequências. Via comprometida = com risco considerável.
Condensação Processo físico pelo qual o vapor se transforma em líquido ou sólido.
Condução, perda de calor por Perda de calor corporal derivado do contacto directo, ou através da roupa, com superfícies frias (neve, gelo, pedras). É necessário colocar uma superfície isolante entre o elemento e o nosso corpo, como por exemplo uma esponja.
Congelação Lesão localizada devido ao frio produzido pela congelação dos tecidos. Esta situação ocorre quando o corpo contrai os vasos sanguíneos das extremidades para garantir um maior suprimento de sangue quente junto aos órgãos vitais, como o coração. O frio, o vento, associado a falta de hidratação e equipamento desadequado, são os principais factores desencadeares destas lesões. As extremidades, os três dedos centrais da mão e os pés, particularmente o dedo grande, são as zonas mais afectadas. Em casos avançados de congelação, dá-se a necrose (morte dos tecidos) sendo necessário proceder à amputação da zona em causa.
Conglomerado Rocha sedimentar de características únicas resultante de agregação de pedras, geralmente redondas, através de um "cimento" natural. Mallos de Rigilos e Montesserat em Espanha, são duas zonas de escalada sobre este tipo de rocha tão peculiar.
Convecção, perda de calor por Perda de calor corporal derivado da deslocação do ar. A temperatura do ar com vento presente, reduz (conforme velocidade do vento) drasticamente a temperatura para valores mais baixos. Existe uma tabela (WindChild) que representa o nível de interferência do vento, a determinada velocidade sobre determinada temperatura do ar.
Coolmax Fibra de Poliester destinada a manter a pele seca e fresca em quanto a transpiração continua a ocorrer. Têxtil muito utilizado no primeiro "sistema camadas" de roupa para montanhismo e alpinismo.
"Coperhead" Anglicismo para definir uma pequena peça concebida em chumbo ou cobre, (com um pequeno cabo) que se molda à pressão de impactos de um martelo. Os Coperheads são colocados em saliências ou fendas pouco definidas e profundas. Estes permitem criar um ponto de apoio para a escalada artificial em rocha. Jamais este material suportaria a força gerada por uma queda.
Cordada O par de escaladores. Na realidade podem ser mais, no entanto, nas disciplinas da escalada as cordadas são normalmente constituídas por dois elementos. Isto permite uma ascensão mais rápida, apesar de tornar em zonas isoladas ou de terreno de aventura, num factor agravante caso ocorra um acidente, já que um terceiro elemento será de extrema importância para solicitar socorro, em quanto o seu companheiro realiza os primeiros socorros e reconforta a(s) vítima(s).
Corda auxiliar Corda geralmente semi-estática utilizada para içar material, subir por corda fixa, (escalada de big wall), realizar corredores, ou outras funções que não seja a segurança directa do escalador ou alpinista durante a escalada ou ascensão.
Corda dinâmica Corda destinada à progressão em escalada, cujas características permitem absorver convenientemente a energia resultante de uma queda. O seu dinamismo, (capacidade de alongamento) evita que o escalador se lesione ao reduzir a força de choque. É igualmente utilizada na maioria das disciplinas da escalada para a realização da descida em rapel.
Corda dupla Corda dinâmica utilizada com outra corda. Inúmeras são as vantagens: aumentam a segurança na escalada, ao reduzir a força de choque, permitem reduzir a altura da queda, garantem uma integridade de pelo menos uma corda caso a outra se tenha danificado numa aresta ou num material (pontas dos crampons). Recomendada para montanha, ou grandes vias de escalada em que se prevê a descida em rapel. Também são recomendas para a escalada no gelo. Devem ser mosquetonadas durante a escalada, (normalmente) cada uma delas em protecções intermédias distintas. Existem entre, 8.1 e 9.1mm de diâmetro. As cordas duplas a utilizadas devem obrigatoriamente possuir o mesmo diâmetro.
Corda gémea Corda utilizada em duplo, em simultâneo com outra corda. Devido a aumentar o esforço sobre as protecções, resultante de se necessitar mosquetonar em simultâneo as duas cordas no mesmo mosquetão das expresses intermédias, actualmente algumas marcas estão a deixar de fabricar esta categoria de cordas.
Corda fixa Corda geralmente semi-estática, fixa a uma reunião, com a finalidade de se poder ascender por ela através da utilização de ascensores, técnica esta muito utilizada em Big Wall, pelo o segundo de cordada.
Corda semi-estática Corda destinada a trabalhos verticais ou manobras por corda fixa, como as aplicadas em espeleologia e nas técnicas de salvamento em rocha. A sua baixa capacidade para absorver a força de choque, não permite que seja usada para a progressão em escalada. Apenas deve ser utilizada para descer ou subir com aparelhos ou sistemas indicados para tal. São geralmente utilizadas para a colocação de cordas fixas. Para uma rápida análise as cordas estáticas e semi-estáticas possuem o branco como cor base, para que não sejam confundidas como cordas dinâmicas, estas que nunca possuem o branco como cor base.
Corda simples Corda utilizada em simples (uma só corda). Indicada para a escalada de vias desportivas, (protecções de grande resistência) em rocha e estrutura artificial. Possuem entre 9,4 a 11 mm de diâmetro.
Cordeleta Pequeno troço de corda de diâmetro inferior às cordas dinâmicas ou semi-estáticas, (6 mm de diâmetro e com +-1,70 cm de comprimento). Esta "peça" utilizada geralmente como anel, é um excelente auxiliar do escalador ou alpinista, pois permite rapidamente, através de um nó auto-blocante, garantir uma segurança extra durante a descida em rapel, quando unido à corda de descida e ao arnês. Os nós auto-blocantes mais utilizados nesta função são: Machard, de um e dois seios, e o clássico Prusik, agora em desuso devido a algumas limitações que possui.
Cordilheira 1. Conjunto de montanhas de modo geral paralelas e alongadas, devido a um determinado movimento orogénico, por exemplo a cordilheira central de que faz parte a serra da estrela e as montanhas que a prolongam para sudoeste.

2. Designa também o sistema montanhoso principal de uma grande massa continental, como por exemplo a cordilheira dos Andes.

Cordura Nylon de grande resistência à abrasão e torção, sendo muito utilizado nos tecidos aplicados às mochilas e polainas.
"Cornija" Peculiar formação de neve que se assemelha-se a uma popa. Pode ser encontrada em zonas cimeiras de montanhas. Esta formação é resultante dos fortes ventos existentes nessas zonas. A popa encontra-se do lado de sotavento, lado contrário de onde sopram os ventos, o barlavento. É necessário ter o cuidado de não caminhar sobre estas formações, pois podem ruir a qualquer momento, mesmo com o peso de uma pessoa. Muita atenção, perigo objectivo.
"Corrimão" Corda ou cabo instalado na horizontal, com fixação a vários pontos de segurança intermédios, com vista a garantir a segurança durante a travessia, geralmente em zonas de rocha. Devem ser utilizadas lonjes duplas para uma união individual e realmente segura. Estas instalações são muito frequentes em vias ferratas.
COSIROC Comité de Defesa dos Locais de Escalada em Rocha. Do francês (Comité de Défense des Sites et Rochers d'Escalade).
Cota Designação topográfica para definir a altura de um determinado ponto, referente a altitude.
Couloir Nome em francês para Corredor. Caracteriza a passagem existente entre duas montanhas ou linhas de ascensão definidas em vale ao longo de uma montanha.
Crampon Peça metálica com saliências pontiagudas (8, 10 ou 12 pontas), que se coloca através de fitas ou sistemas automáticos sob a base das botas de plástico e similares (crampons automáticos e semi-automáticos) e de couro, (crampons com fita). São utilizados para caminhar ou escalar sobre alguns tipos de neve, sendo imprescindíveis sobre o gelo horizontal e vertical. Os crampons, sempre utilizados aos pares, são indispensáveis para a progressão de alpinistas e escaladores de cascatas no gelo.
Creme solar Produto farmacêutico destinado a proteger a pele do corpo e as zonas mais sensíveis (orelhas, nariz, Lábios) dos raios solares. O nível de factor de protecção, deve ser adequado ao aumento da altitude em que a actividade se realiza.
Crevasse Fendas no gelo que se encontram nos glaciares, resultantes das diferentes velocidades de deslocação que sofrem diversas partes do mesmo São um perigo objectivo para o alpinista. O facto de estas fendas poderem estar cobertas por camadas de gelo, tornam-se numa grande armadilha. Na travessia de glaciares é imperioso que todos os elementos que o atravessam se encontrem encordoados entre si, e que saibam proceder ao salvamento de uma vitima que caia numa crevasse.
Crioclastia/Termoclastia Acção destrutiva do gelo nas fendas das rochas, provocando diaclasses. A água que existe no interior das fendas gela durante a noite, procedendo-se ao degelo ao longo do dia com a intensidade solar. Estas mudanças extremas de temperatura fracturam a rocha, já que a água pode aumentar igualmente em cerca de 10% mais o seu volume quando passa ao estado sólido.
Crista União cimeira das duas faces de uma montanha.
CROLL Modelo de bloqueador ventral, idealmente indicado para ser utilizado em conjunto com o arnês de cintura e o arnês de peito. Permite subir com mais eficiência e segurança por uma corda fixa, sempre que se utilize em conjunto com ascensores e pedais. Apesar de ter sido concebido para espeleologia, é igualmente muito utilizado em Big Wall. Devido ao seu desenho, o fabricante não recomenda a sua utilização como auto-segurança durante uma escalada em solitário.
Crusta terrestre Camada sólida e externa da terra. A sua espessura varia entre 5 km nos oceanos e os 60 km nos continentes. Na sua composição predomina o oxigénio, o silício e o alumínio.
"Crux" Passo chave, a dificuldade máxima de uma via de escalada.
"Cruzeiro do Sul" Constelação existente no Hemisfério Sul, que permite determinar a direcção Sul. Neste hemisfério não é possível observar a Estrela Polar, apenas visível no Hemisfério Norte e vive versa.
Curva de nível Identificada nas cartas topográficas com a cor castanha, a curva de nível representa uma linha imaginária no terreno que identifica pontos à mesma altura. O seu estudo esclarece as características dos acidentes de relevo no terreno.
Curvimetro Aparelho digital ou analógico utilizado para medir pequenas distâncias sobre um mapa, considerando sempre a escala desse mesmo mapa. Com ele é possível acompanhar qualquer variação no trilho, caminho, estrada mas sempre que a sua altura não varie, pois este não considera os desníveis.

 

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02-10-2003 17:13:23